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Solução econômica para TI hospitalar de imagens

Normalmente a TI carrega um estigma de complexidade. Profissionais competem entre si para ver quem desenvolve a solução mais "completa/estado-da-arte" baseada em algum framework ou com os brands mais complexos e sofisticados ou ainda a "última palavra", o "último lançamento".

O ponto negativo é que cria-se uma aura de mistério que faz com que CEOs e CFOs desconfiem da TI: Eles não a entendem e não sabem se podem confiar que a área de TI está usando os recursos corretamente e oferecendo a melhor solução, escondidos que somos debaixo do nosso jargão e dos folhetos de marketing que recebemos.

Quando isso muda? Quando um corajoso gestor de TI resolve focar onde realmente importa, na experiência do cliente, do usuário. E fica ainda melhor quando a resolução do problema do cliente é executada com simplicidade e preservação dos caros recursos da empresa. Aí chega-se ao nirvana. Essa é a verdadeira TI na minha opinião, a focada nas necessidades do usuário e não no software/hardware/whateverware.

Esta história fala de um hospital de São Paulo-SP que necessitava de expansão do seu storage de imagens DICOM de radiologia. As imagens tendem a ser bastante acessadas durante os primeiros 3 meses e as antigas imagens precisam ser armazenadas por tempos entre 5 e 20 anos (a legislação é confusa). Como preservar esses dados de forma econômica?

Fitas não são boas para isso pela dificuldade e lentidão de recuperação aliada à preservação (umidade destrói fitas e o próprio componente magnético apresenta problemas se a guarda não for absolutamente perfeita). Expandir o Storage indefinidamente também não é inteligente pelos custos investidos em uma atividade que não é fim do hospital (Saúde não é TI). Ainda mais em épocas de pressão por redução de custos!

Também o hospital não pretendia iniciar uma relação de longo prazo com dados hospedados fora do país (a quem solicitar ajuda? E se os dados somem?) e ainda por cima cobrados em dólar (com variações de surpresa para cima sempre maiores que para baixo).

O hospital então optou por usar a plataforma de CloudStorage da Mandic Cloud Solutions, hospedada no Brasil e que possui grandes vantagens, algumas únicas, como:

1. O custo zero de transferência para acessos via PTT;

2. A cobrança em R$ com valores fechados em contrato e sem surpresas;

3. A facilidade do uso do protocolo S3 fartamente conhecido e documentado;

4. A proximidade física da plataforma presente no Brasil com latência baixíssima e alta-velocidade de transferência;

A solução da TI do hospital, tão inteligente quanto simples, usou o programa Cloudberry (US$ 30 pagamento único) que cria um drive virtual que aponta para o storage  e uma rotina interna que copia para este drive os arquivos considerados "antigos". Com mais de 20TB de dados transmitidos e com recuperação simples, a solução funciona perfeitamente há meses.

Um ou outro ajustes foram necessários (tais como melhores índices para buckets com milhões de arquivos) mas os dados continuam armazenados com a segurança da replicação tripla e o acesso garantido.

Uma solução simples, econômica, de alta-performance e que atende ao cliente. Isto é o que eu chamo de verdadeira TI.


*Antonio Carlos Pina é diretor de tecnologia da Mandic Cloud Solutions.

05 de fevereiro às 10:02

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